A R. foi das primeiras pessoas que me recebeu com um sorriso meigo quando o meu filho L. chegou
ao Alcochetense. Eu,
nova moradora transportava
desconfiança, nas bancadas sentia-se a intimidade e os gritos ruidosos de todas as mães a torcer pelos filhos que lutavam pelos golos na baliza das equipas adversárias. Não foram precisos muitos encontros futebolísticos para logo ser integrada e retirada a identificação de nova moradora, foi uma adopção rápida e sem deixar traumas. A R. foi mais uma das coisa boas que Alcochete trouxe à minha vida, senti de imediato uma empatia como se já nos conhecêssemos desde sempre, carrega uma profundidade de afectos e uma generosidade singulares, é linda por dentro e por fora e está sempre no meu coração, conto com ela para me aturar na velhice.